Eu tenho medo de relâmpago
Ando mal criada, uso
abusivo do pronome possessivo, repetição incessante do infantil, mas não por
isso pouco válido, “não enche”, até o tradicional “foda-se” ou “puta que pariu”
entraram no meu vocabulário, que há algum tempo já foi mais família.
Aprendi ha tempos que
algumas coisas na vida têm gosto amargo, mas têm que ser engolidas, tudo bem
então, se é pra fazer eu faço, mas ainda não consegui me abster do direito de
reclamar.
Há quem monte uma banda
de emo, há quem faça tiroteios na escola e há quem escreva num blog. Tudo bem,
há os que têm um espírito elevado e agüentam tudinho sem chorar lamurias,sem
xingar a mãe, e ainda escrevem livros de auto ajuda.
Também não ajuda muito
vim contar que reclamar não adianta, alem de eu já saber disse faz tempo, não
concordo com a teoria, acho que chutar um travesseiro (primo pela segurança) com
bastante fúria alivia sim as tensões, não resolve o problema, é fato, mas no
mínimo divertido é.
Me poupem dos discursos
adultos, sermões do tipo, você se acostuma, é daí pra pior, tu não viu nada...
Não me venham apontar o dedo com julgamentos e coisas do tipo, lembrem-se que
ando furiosa, e os dedos sempre são coisas úteis, você precisará do seu, nem que
seja pra apontar pro vizinho.
O fato é que em terra de
gente grande não há tempo pra se sentar direito, e quando tu acha que vai tirar
férias te balançam de um outro lado dizendo que sentar é proibido, descansar um
pouquinho então é lenda. Sorte minha ter um
talento indiscutível em burlar regras.
Escrito por Luiza às 13h49
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